Essa é a primeira pesquisa analisada por pares sobre o tema a ser publicada, trazendo informações que tentam nos tirar do escuro em relação a esse assunto. Mas no que se baseia o esforço para esse estudo? Se você tivesse que descrever o que separa a vida da morte? Existem muitas formas de responder essa pergunta e muitas pessoas poderiam ser bem criativas, mas por muito tempo tudo se resumiu em ter ou não respiração, ter ou não pulso.
As pessoas eram declaradas mortas no momento em que não respiravam mais e seus corações paravam de bater. Hoje em dia, a situação continua parecida, mas a tecnologia avançou e nos trouxe muito mais meios de salvar vidas. Isso significa que uma pessoa pode chegar muito perto da morte definitivamente, mas ser ressuscitada no último instante e é nesse momento em que geralmente as pessoas relatam experiências de quase morte.
“As células cerebrais não ficam irreversivelmente danificadas em poucos minutos de privação de oxigênio quando o coração para. Em vez disso, elas 'morrem' ao longo de horas. Isso vem permitindo que os cientistas estudem objetivamente os eventos fisiológicos e mentais que ocorrem em relação à morte", apontam os pesquisadores responsáveis pelo artigo.
Se sobressai o fato de que os relatos são sempre muito parecidos, sempre giram em torno de um mesmo tema, mesmo quando narrados por pessoas vindas de culturas e tempos diferentes. Os relatos começam com uma sensação de “separação do corpo”, seguida geralmente por um estágio de consciência superior no qual você reconhece a morte; em alguns casos, é narrada uma viagem para algum lugar e logo o retorno para “casa”, seguido pela volta a consciência, à vida. Esses relatos sempre foram encarados como meras formas de alucinação, mas talvez não seja tão simples assim.
Fonte: Annals of the New York, Academy of Sciences, via IFL Science

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