Dentro da sede bastante modesta da Premier League no hotel Gloucester Place, em Londres, os funcionários da liga obcecados por futebol estão ocupados se preparando para a venda forçada do Chelsea FC, um processo que deve começar hoje (15), apesar do fim de semana com feriado bancário no Reino Unido. Nas próximas semanas, um exército de ternos passará pelos escritórios da liga mais rica do futebol para impulsionar a venda de um dos clubes mais famosos da Inglaterra, uma consequência das sanções impostas ao dono do clube, Roman Abramovich, após a invasão do presidente russo, Vladimir Putin, à Ucrânia em fevereiro.

Na noite de ontem (14), chegaram à mesa de Bruce Buck, presidente do Chelsea, as ofertas de compra do clube por grupos de bilionários e líderes empresariais que incluem um cofundador do Facebook, um ex-CEO da Disney, um magnata da cerveja e nomes famosos da NBA e da NFL. Faltando na lista: a família Ricketts, dona do Chicago Cubs, time da Major League Baseball, que muitos julgavam ser o lance mais promissor, mas também o menos amado pelos torcedores do Chelsea. A família disse que decidiu não fazer a oferta por causa de “certos problemas” e de uma “dinâmica incomum em torno do processo de vendas”, enquanto uma fonte próxima à oferta disse à Forbes que não foi possível chegar a um acordo dentro do próprio grupo, que incluía os bilionários Ken Griffin, fundador e CEO da Citadel, e o proprietário e magnata das hipotecas do Cleveland Cavaliers, Dan Gilbert.

O Chelsea será o clube mais caro da história, quando a venda for completada por um valor que deve se aproximar dos 3 bilhões de libras (R$ 19 bilhões), superando assim os 950 milhões de libras (R$ 6 bilhões, em valores atuais) desembolsados para aquisição do Manchester United, em 2005